Lorde revisita seu álbum “Melodrama” no single "What Was That"
- Gabriel Belitz

- 27 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
Por Gabriel Belitz

Lorde está de volta, e com ela, uma nova era que promete reacender a chama de sua fase mais intensa e visceral. "What Was That", seu mais recente single, marca um retorno à estética emocional e sofisticada que consagrou a cantora neozelandesa no álbum “Melodrama”, lançado em 2017. Após o experimentalismo veranesco de “Solar Power” em 2021, a artista parece ter reencontrado o caminho da introspecção melancólica, com uma composição que equilibra nostalgia e amadurecimento.
Desde os primeiros segundos, "What Was That" evoca uma atmosfera de ressaca emocional, como se Lorde estivesse revisitando memórias que, antes envoltas em euforia, agora carregam um peso diferente. Desta vez, vemos um peso nas palavras que estão nos versos, até como um certo desabafo que estava guardado há certo tempo em seu peito. A produção, assinada por Jim-E Stack e Dan Nigro, constrói um ambiente sonoro que remete diretamente ao drama e à intensidade de “Melodrama”, com sintetizadores cintilantes e vocais que oscilam entre a fragilidade e a força.
Se no “Melodrama” a cantora explorava o caos emocional de uma juventude marcada por excessos e desilusões, "What Was That" parece ser a reflexão madura desse mesmo período da sua vida. A faixa não busca recriar o impacto explosivo do single "Green Light", mas sim capturar o momento posterior à tempestade, quando as emoções se assentam e a realidade se impõe. Na letra "MDMA in the back garden" encapsula essa sensação de olhar para o passado com uma nova perspectiva, reconhecendo os altos e baixos sem a idealização juvenil que existe em nós.
Assim como dito até agora, a recepção da crítica também tem sido amplamente positiva, com publicações como “CLASH” e “NME” destacando a profundidade emocional da faixa e sua conexão com o projeto “Melodrama”. A habilidade de Lorde em transformar experiências pessoais em narrativas universais continua sendo seu maior trunfo, e "What Was That" é um testemunho da sua constante evolução artística. O que poderia ser uma repetição na sonoridade ou um passo arriscado como foi seu terceiro álbum, Lorde mostra que encontrou o seu caminho dentro da indústria musical.
Hoje, Lorde reafirma sua posição como uma das compositoras mais autênticas da nossa geração. Se o “Solar Power” foi um experimento de fuga e desconexão com tantos sentimentos acalorados, "What Was That" é o retorno ao que sempre fez da artista uma voz singular: a capacidade de traduzir sentimentos complexos em música. O que vem a seguir no “Virgin”, seu quarto álbum de estúdio, ainda é um mistério. De uma coisa podemos ter certeza — Lorde está pronta para mais um capítulo inesquecível a partir do dia 27 de junho deste ano. Seja na nova turnê que irá começar, ou apenas com o lançamento do novo projeto, tudo marca o retorno revigorante da cantora à indústria pop.
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